segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Eu sei, mas não devia


Verdades sejam ditas: a gente se acostuma. Se acostuma a não viver, a deixar pra amanhã, a cantar afinadinho e seguir o politicamente correto. Acostumamo-nos a uma falta de dinâmica tamanha, que aumenta medos e monstros de armário. A gente se molda ao sim e ao não, sem ver uma saída menos dolorosa...E, se ela existe, será nossa via de regra, sempre! A gente se acostuma ao normal, sem saber que tudo é excentrecidade. A vida é cheia de pequenos detalhes brilhantes, que formam momentos, que criam lembranças, que viram passado e recebem o nome de vida. A gente se a costuma a ignorar esses detalhes, logo, se acostuma a não viver.

1 comentários:

Edson Marques disse...

Que bom que você gostou (da frase inicial) do meu poema Mude.
Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.
Que, aliás, não é de Clarice Lispector.
Se puder, veja o poema todo, assim como o vídeo e o livro Mude, publicado pela Pandabooks e à venda nas maiores livrarias.
Detalhes em http://Mude.blogspot.com
Para o poeta, o importante é encantar o coração do leitor. Mesmo que este suponha ter sido encantado por Clarice Lispector.
Flores e estrelas...