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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Derradeiro

Irei, assim como tu. E não será esse o sentido da corrente? Somos arrastados pelas águas da vida, sem saber o modo ou destino. Sentimos apenas os braços frios d'água, que nos amedrontam e acolhem periodicamente ou as labaredas flamejantes de uma esfera loura. Sem endereço ou direção, mas com o eterno deleite do momento, acompanhado de incontáveis e exuberantes tragos de uma bebida chamada dúvida. Mãe de todos os vícios, capaz de inebriar qualquer ser pensante, causando incerteza sobre o sentido que leva ao céu ou ao abismo. Meu maior prazer é nada saber desse destino meu, mas ter certeza de minha própria capacidade de duvidar. Sinto o calor da brasa e os braços gélidos. No entanto, nada me importa mais do que a brisa que me toca os cabelos ou a chuva que me acaricia o rosto. Eu irei, assim como tu. Rumo ao já desnudo fim.
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011
As paixões humanas

"Eu considero inteligente o homem que em vez de desprezar este ou aquele semelhante é capaz de o examinar com olhar penetrante, de lhe sondar por assim dizer a alma e descobrir o que se encontra em todos os seus desvãos. Tudo no homem se transforma com grande rapidez; num abrir e fechar de olhos, um terrível verme pode corroer-lhe as entranhas e devorar-lhe toda a sua substância vital. Muitas vezes uma paixão, grande ou mesquinha pouco importa, nasce e cresce num indivíduo para melhor sorte, obrigando-o a esquecer os mais sagrados deveres, a procurar em ínfimas bagatelas a grandeza e a santidade. As paixões humanas não têm conta, são tantas, tantas, como as areias do mar, e todas, as mais vis como as mais nobres, começam por ser escravas do homem para depois o tiranizarem.Bem-aventurado aquele que, entre todas as paixões, escolhe a mais nobre: a sua felicidade aumenta de hora a hora, de minuto a minuto, e cada vez penetra mais no ilimitado paraíso da sua alma. Mas existem paixões cuja escolha não depende do homem: nascem com ele e não há força bastante para as repelir. Uma vontade superior as dirige, têm em si um poder de sedução que dura toda a vida. Desempenham neste mundo um importante papel: quer tragam consigo as trevas, quer as envolva uma auréola luminosa, são destinadas, umas e outras, a contribuir misteriosamente para o bem do homem."
(Nikolai Gogol)
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Palavra vã, loucura sã.

Já escrevi tanto. As palavras estão se gastando. Os sinônimos faltam. Os olhares se derretem por hora. E eu sempre querendo meu sossego. Meu acalanto, o meu bem. Não vou revolucionar sua cabeça. Não quero mudar a tua concepção de vida. Só espero que minhas palavras não passem em branco por você. Na verdade, nem sei mesmo se espero isso. Cada um com seu cada um. E eu com a minha confusão de cada dia. Eu vou sentir o máximo possível e para sempre. Não importa o que você me diga. Eu sou assim. Bicho estranho. Mas, pensando bem, estranhos são vocês. Sim, vocês. Me dizem coisas lindas sobre a vida, mas não me olham nos olhos. Seguram minhas mãos no frio, no verão não me dirigem a palavra. E quando eu, que vocês chamam de amiga, tento dizer o que penso dessa hipocrisia barata, escuto milhares de pedras caindo sobre minha cabeça. Mas vocês deixaram de ser hipócritas ao se acomodarem? Por acaso preferiram deixar o papel social de lado para descobrir o próximo? Não. Pelo contrário, viraram bonecos tortos que se vendem sem qualquer argumento. Eu vou viver minha confusão, e você tente sair do marasmo sozinho. Ou então me deixe sentir a vida, sem sua ignorância rondando meu teto de vidro.
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terça-feira, 4 de outubro de 2011
Dúvida saborosa
"Não tenho o dom das frases feitas" já dizia uma cantora brasileira. Partilho do sentido desta frase. Nem ao menos sei se tenho um dom. Tento alcançar o leitor com o pouco que me fica gasto nas palavras diárias. Sim, a realidade cansa. Não por ser tediante, mas pelo turbilhão de hipocrisia e desalento em cada olhar, cada gesto. Eu sou pobre de aventuras e sorrisos falsos. Mas posso lhe afirmar, caro amigo, sou eterna amante dos detalhes e análises. Creio na dúvida imortal e indubitável, pois sem ela não haveria a sede do novo, a descoberta. A curiosidade é fome de mudança, de conceito sentido e paupável. Sábio daquele que não abandona sua curiosidade e vive, eternamente, sendo chamado de criança louca. Tal indivíduo ganhará minha admiração por toda eternidade. Ao menos o que conheço dela.
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Ciclos vitais
Era apenas uma garotinha. Presa num corpo de moça. Cantarolava em meio ao tédio rotineiro. Suas preciosidades se encontravam nos livros, pois era neles que se libertava. Vivia em sonhos, devaneios. Nunca colocando em prática. Mas essa garotinha acordou. Como que em um abrir de olhos. Ela já não calaria. Acatar já não faria parte de seu dicionário. Sua opinião passou a importar. Apercebeu-se que uma palavra deixava mais marcas que um tapa com rastro de vermelhidão. E cresceu. Deixou-se absorver pela beleza e fez dela seu ninho. Criou seu próprio mundo, que agora seria pura realidade. Aprendeu a falar de igual para igual, com respeito. Parou de fingir sorrisos. Voltou a dar gargalhadas com gosto e a derramar as lágrimas contidas. Ela sorriu pro mundo e se deixou saborear o momento. Tempo este que ela espera não mais cessar, apenas evoluir na medida do possível, sem tentar ser gente grande antes mesmo de se descobrir jovem. Porque não há maior verdade que a de sentir com a alma e tentar descobrir os valores desta. E aquela garotinha contida, que se modificou com o tempo e aprendeu com as pedras do caminho, hoje se tornou em uma pessoa cheia de manias e confusão. Mas ao errar, se permitiu viver. Sem delimitações. Agora, essa garota tem amigos verdadeiros e esqueceu a sensação de receio ao contar seus pensamentos enquanto conversam. Agora ela se deixa levar pelo bom o velho sorriso encantador e se permite apreciar o próximo. Hoje, essa garota sou eu. Pura e simplesmente.
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sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Ideal particular
Observo. Sim, parece fácil e tediante. Mas eu observo. Sei que meu mundo é feito de possibilidades e minha estrada de marcas. De minha vida, já não sei. Simplesmente me deixo viver. E vejo. Vejo os ingredientes de minhas tramas sentimentais serem-me entregues sem a mínima percepção. Um sorriso aqui... uma lágrima ali... um abraço acolá. Eu observo. Eu vejo. Eu sinto. E me deixo viver. E por ver tanto e sentir mais ainda, é que conheço as pessoas. Nesse meu caminho tortuoso encontro pessoas de todos os gêneros. Doces e amargas. Sorridentes e reclamonas. De quintas e segundas-feiras. Elas me cativam por serem diferentes. Conquistam meus olhos com suas excentricidades. Com suas palavras bondosas ou duras quando preciso for. Afinal de contas, ninguém é autosuficiente o bastante para viver sozinho. Vejo pessoas mudando personalidade por culpa de hipocrisia social. Vejo e entristeço. Acredito que a essência é valiosa o bastante para não se perder, apenas moldar, se necessário for. Não há o que compre ou que compare-se ao prazer de ver autenticidade nas palavras, na canção, nos gestos, nos olhos. Seja você, independentemente do que há ao seu redor. E, dessa forma, faça meu segundo de devaneio parecer uma eternidade. Faça-o valer a pena, e eu lhe agradecerei pelo resto de minha existência.
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segunda-feira, 25 de julho de 2011
Se faltam as palavras, o sorriso!
Ontem parei para refletir se alguém, assim como eu, já pensou na morte de uma pessoa pouco conhecida mas muito querida. Acredito que muitos já. Mas o fato é que depois de um telefonema recebido lá pelo anoitecer de um dia qualquer, eu parei para pensar. Meu peito doeu fundo. Não era sobre morte que a pessoa do outro lado da linha falava, mas sobre a doença e a dor enfrentada por duas pessoas queridas por mim e minha família. Meus tios.
Um dia após esse dia qualquer (que não foi nem de longe insignificante) viajei rumo a casa deles. Ao chegar lá, encontrei minha tia bem debilitada, mas usando de todas as forças para ajudar meu tio, que não conseguia sair da cama. Entrei no quarto com um sorrisinho meio bobo dançando nos lábios. Fui até o lado de sua cama e disse, baixinho: "Tio, lembra do violão? Então, trouxe para o senhor ouvir o que já aprendi!". Ele de imediato abriu um sorriso bonito e pediu ajuda para sentar , o que não fazia desde que saiu do hospital. Ajudamos ele a se sentar e me arrumei na cadeira para tocar "uns acordes". Meu objetivo era distraí-lo e mostrar que segui o rumo no qual ele mesmo me inspirou. Eu cantei a plenos pulmões e não percebi que ele havia fechado os olhos para melhor me ouvir. Quando estava para terminar a canção eu o olhei e senti me inundar algo que jamais havia conhecido antes: alegria pura e simples.
Para aquele momento eu não tenho uma só palavrinha que seja. Eu me aproveitei da alegria dele. E sei que jamais esquecerei aquele momento.
A tarde foi repleta de minhas canções de iniciante no violão, mas a voz me ajudou, confesso. Eu sorria de todo, assim como meu tio. Ele, assim como todas as vezes que o visitamos, tornou a me contar a sua história com minha tia. Cheia de peripécias e muito amor. Aquele amor verdadeiro e puro, que quando mesmo após 60 anos de casados, ainda assim olham-se com ternura. Onde aquele rapaz transparesse no olhar de homem senil, mas de boa memória. Ele finalizou a história olhando para minha tia, que estava na porta do quarto, e sorri alegremente. Torna a me olhar e diz: "Ela foi a melhor coisa que já me aconteceu. Eu a amo e agradeço todas as noites a Deus por ter me permitido uma vida ao lado dela". Sei que jamais conseguirei imaginar um sem o outro, pois se completam de todo. Esse sim, é o amor verdadeiro. Que ultrapassa os limites da razão humana. Esse sentimento é sentido por todos ao redor. Sentimento que talvez minha juventude não seja capaz de conhecer. Mas a história de ambos ficará para um outro "dia qualquer, mas de importância", mesmo porque, hoje, eu queria contar meu cotidiano. A felicidade que compartilhei com uma pessoa que agora me é bem conhecida, e extremamente amada. Meu tio, por partilhar aquele sorriso com uma pobre descrente, que agora crê, ao menos nos sorrisos de olhos fechados.
Um dia após esse dia qualquer (que não foi nem de longe insignificante) viajei rumo a casa deles. Ao chegar lá, encontrei minha tia bem debilitada, mas usando de todas as forças para ajudar meu tio, que não conseguia sair da cama. Entrei no quarto com um sorrisinho meio bobo dançando nos lábios. Fui até o lado de sua cama e disse, baixinho: "Tio, lembra do violão? Então, trouxe para o senhor ouvir o que já aprendi!". Ele de imediato abriu um sorriso bonito e pediu ajuda para sentar , o que não fazia desde que saiu do hospital. Ajudamos ele a se sentar e me arrumei na cadeira para tocar "uns acordes". Meu objetivo era distraí-lo e mostrar que segui o rumo no qual ele mesmo me inspirou. Eu cantei a plenos pulmões e não percebi que ele havia fechado os olhos para melhor me ouvir. Quando estava para terminar a canção eu o olhei e senti me inundar algo que jamais havia conhecido antes: alegria pura e simples.
Para aquele momento eu não tenho uma só palavrinha que seja. Eu me aproveitei da alegria dele. E sei que jamais esquecerei aquele momento.
A tarde foi repleta de minhas canções de iniciante no violão, mas a voz me ajudou, confesso. Eu sorria de todo, assim como meu tio. Ele, assim como todas as vezes que o visitamos, tornou a me contar a sua história com minha tia. Cheia de peripécias e muito amor. Aquele amor verdadeiro e puro, que quando mesmo após 60 anos de casados, ainda assim olham-se com ternura. Onde aquele rapaz transparesse no olhar de homem senil, mas de boa memória. Ele finalizou a história olhando para minha tia, que estava na porta do quarto, e sorri alegremente. Torna a me olhar e diz: "Ela foi a melhor coisa que já me aconteceu. Eu a amo e agradeço todas as noites a Deus por ter me permitido uma vida ao lado dela". Sei que jamais conseguirei imaginar um sem o outro, pois se completam de todo. Esse sim, é o amor verdadeiro. Que ultrapassa os limites da razão humana. Esse sentimento é sentido por todos ao redor. Sentimento que talvez minha juventude não seja capaz de conhecer. Mas a história de ambos ficará para um outro "dia qualquer, mas de importância", mesmo porque, hoje, eu queria contar meu cotidiano. A felicidade que compartilhei com uma pessoa que agora me é bem conhecida, e extremamente amada. Meu tio, por partilhar aquele sorriso com uma pobre descrente, que agora crê, ao menos nos sorrisos de olhos fechados.
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sexta-feira, 22 de julho de 2011
Depois de um tempo...
Confesso que me afastei de inúmeras situações e fatos durante os últimos meses. Mas o bom foi descobrir que o ser comum necessita de um momento a sós para organizar os pensamentos. Pois bem, minha confusão de ser pensante continua a mesma. E não quero me livrar dela por um bom tempo. Sei que não vou achar todas as respostas ou chegar a ver todas as portas abertas em meu caminho. Mas se tem uma coisa que aprendi durante essa reclusão e dormência de espírito foi que apesar dos pesares e de meus questionamentos, jamais conseguirei mudar o mundo. Logo, mudei a mim mesma. E asseguro aos que me conhecem que continuo a mesma maluca de sempre, só que agora encontrei meus argumentos e organizei meus pensamentos. Bem, aos que não me conhecem só tenho uma coisa a dizer: a vida é boa demais para passarmos por ela ser sorrir. Por mais obscuro e problemático que tudo possa parecer, aceite a verdade irrefutável de que tudo tem duas faces. Já dizia o sábio: "Há males que vêm para o bem".
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sexta-feira, 18 de março de 2011
Juventude perdida
Quando eu era pequena meu dia predileto era o sábado.Pelos desenhos animados de manhã, voltas de bicicleta a tarde e exaustão de noite. Naquele tempo as crianças adoravam brincar de casinha e inventar mundos perdidos e malucos. Antes ninguém chorava porque tinham levado seu iPhone ou gritava por não poder usar o computador no dia de natal. Na minha infância eu acreditava que os jovens de 17 e 18 anos eram responsáveis e extremamente inteligentes, eram um exemplo.Meu futuro.
Hoje penso no quão inocente eu era.Vejo todas minhas crenças serem derrubadas e meus meios de divertimento virarem coisa antiga.Atualmente é normal um adolescente escrever uma biografia ( sendo que só viveu 15 anos); filmes de qualidade serem trocados por "avatares"; livros serem deixados de lado para qualquer outra novidade "da hora"; consumismo virar rotina e algo tão natural quanto respirar.
Se me perguntarem o que quero do futuro, respondo em uma frase: quero meu passado de volta! Quero as crianças sonhando em ser super heróis e não vampiros; quero a televisão apenas para assuntos saudáveis e desenhos animados sem guerras ou armas;quero que continue existindo a igualdade entre os sexos, mas também o bom e velho respeito; quero a vontade de mudar e adquirir conhecimento; e quero, acima de tudo, que a sociedade volte a sentir o verdadeiro sabor da vida.
Mas é como já disse: eu era inocente.E, feliz ou infelizmente, isso faz com que eu ainda tenha esperanças de um mundo melhor e sinta necessidade de fazer a diferença, mesmo que ela seja ínfima.Por aquela garota.
Hoje penso no quão inocente eu era.Vejo todas minhas crenças serem derrubadas e meus meios de divertimento virarem coisa antiga.Atualmente é normal um adolescente escrever uma biografia ( sendo que só viveu 15 anos); filmes de qualidade serem trocados por "avatares"; livros serem deixados de lado para qualquer outra novidade "da hora"; consumismo virar rotina e algo tão natural quanto respirar.
Se me perguntarem o que quero do futuro, respondo em uma frase: quero meu passado de volta! Quero as crianças sonhando em ser super heróis e não vampiros; quero a televisão apenas para assuntos saudáveis e desenhos animados sem guerras ou armas;quero que continue existindo a igualdade entre os sexos, mas também o bom e velho respeito; quero a vontade de mudar e adquirir conhecimento; e quero, acima de tudo, que a sociedade volte a sentir o verdadeiro sabor da vida.
Mas é como já disse: eu era inocente.E, feliz ou infelizmente, isso faz com que eu ainda tenha esperanças de um mundo melhor e sinta necessidade de fazer a diferença, mesmo que ela seja ínfima.Por aquela garota.
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Chuva de verão
As vezes me pergunto para que realmente serve a chuva...Será apenas por fatores climáticos ou pura inspiração?!Prefiro pensar que chuva é bálsamo para corações feridos e sinônimo de beleza aos apaixonados.As gotas quem caem dos céus têm para mim significado incomparável.Trazem-me àquelas palavras presas enquanto às observo ricocheteando em minha janela.Mas quando tocam meu rosto,mostram-me o quão viva estou.Ela pode cair mansinha,tocando tudo com delicadeza,fazendo com que as flores liberem seus mais doces perfumes.Mas também pode ser tempestade,levando tudo pela frente sem titubear, e essa é aquela que todos tememos.A chuva é a metáfora perfeita da vida.Ela jamais se dobra aos nossos caprichos, mas em compensação, sempre nos surpreende com o arco-íris.
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sábado, 1 de janeiro de 2011
Tudo novo, de novo...
Paro para pensar quantas inúmeras vezes mudamos de rumo.Quantas vezes não sabemos nem qual rumo realmente seguimos.E mesmo assim teimamos em um recomeço.Pode ser necessário, as vezes até mesmo desgastante, mas, que importa? Desde de que estejamos obedecendo a voz do coração...
Não é tão simples quanto parece. Começar de novo é como enterrar o passado completamente...Sim, completamente.Pois até as memórias boas podem trazer ranhuras.Este processo é tão complicado quanto esquecer um amor...Dói profundamente, mas não quer dizer que jamais irá cicatrizar.Deve-se viver intensamente cada segundo, como se uma história estivesse sendo escrita.Mas dessa vez não é um conto de fadas ou uma comédia romântica.É sua vida...Sua "nova" vida.
Mudanças não podem acontecer...Elas devem acontecer.Cada detalhe importará.Um sorriso mais verdadeiro...Um olhar mais puro...Uma primavera mais perfumada...
Até que aparecem também novos problemas.Uma palavra mal intencionada...Um sarcasmo inapropriado...Lágrimas amargas.E então, como que em uma saída mais fácil, iniciamos um novo ciclo...E é tudo novo, de novo. Mas já conhecemos essa história.
Não é tão simples quanto parece. Começar de novo é como enterrar o passado completamente...Sim, completamente.Pois até as memórias boas podem trazer ranhuras.Este processo é tão complicado quanto esquecer um amor...Dói profundamente, mas não quer dizer que jamais irá cicatrizar.Deve-se viver intensamente cada segundo, como se uma história estivesse sendo escrita.Mas dessa vez não é um conto de fadas ou uma comédia romântica.É sua vida...Sua "nova" vida.
Mudanças não podem acontecer...Elas devem acontecer.Cada detalhe importará.Um sorriso mais verdadeiro...Um olhar mais puro...Uma primavera mais perfumada...
Até que aparecem também novos problemas.Uma palavra mal intencionada...Um sarcasmo inapropriado...Lágrimas amargas.E então, como que em uma saída mais fácil, iniciamos um novo ciclo...E é tudo novo, de novo. Mas já conhecemos essa história.
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Saudade...
"Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido. "
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido. "
Pablo Neruda
Metade...
"Que a força do medo que eu tenho,
não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste...
Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.
E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.
Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor,
e a outra metade...
também! "
Ferreira Gullar
não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste...
Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.
E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.
Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor,
e a outra metade...
também! "
Ferreira Gullar
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Aprendi...
"Aprendi que os detalhes sempre importarão
Aprendi que nem todos vão me achar a melhor
Mas que isso significa que eu sou a pior
Aprendi que a vida vai me derrubar
Que vou chorar e me decepcionar
Mas que viver é levantar, apesar de tudo
Aprendi que vou me apaixonar
E nem sempre pela pessoa certa
Aprendi que faz parte da vida
E que vou sentir falta dos momentos
Aprendi que o fim não justifica os meios
Aprendi que terminar mal não é toda a história
Que as vezes vou me magoar em vão
E que também vou magoar os outros
Aprendi que são com aqueles que mais amamos
Que mais vamos brigar
Aprendi que a saudade é amor
É falta, é memória, seja ela boa ou má
Aprendi que vou cantar desafinado
Que vou tropeçar e ralar os joelhos
Aprendi que anti-séptico arde
E que leite faz bem, mesmo não gostando
Aprendi que ainda não vi de tudo
E que não vou ter tempo de ver
Mas acima de tudo aprendi
Que jamais posso desistir de aprender
Pois isso ninguém levará de mim"
Aprendi que nem todos vão me achar a melhor
Mas que isso significa que eu sou a pior
Aprendi que a vida vai me derrubar
Que vou chorar e me decepcionar
Mas que viver é levantar, apesar de tudo
Aprendi que vou me apaixonar
E nem sempre pela pessoa certa
Aprendi que faz parte da vida
E que vou sentir falta dos momentos
Aprendi que o fim não justifica os meios
Aprendi que terminar mal não é toda a história
Que as vezes vou me magoar em vão
E que também vou magoar os outros
Aprendi que são com aqueles que mais amamos
Que mais vamos brigar
Aprendi que a saudade é amor
É falta, é memória, seja ela boa ou má
Aprendi que vou cantar desafinado
Que vou tropeçar e ralar os joelhos
Aprendi que anti-séptico arde
E que leite faz bem, mesmo não gostando
Aprendi que ainda não vi de tudo
E que não vou ter tempo de ver
Mas acima de tudo aprendi
Que jamais posso desistir de aprender
Pois isso ninguém levará de mim"
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Aos amores que garimpo...
"Quanto vale uma amizade?
Acredito que ninguém saiba
Até ter-se esvaído seu último vestígio
Amizade é sinônimo de saudade
Flor escarlate nas mãos de ingênuas crianças
É alegria pueril
Tão doce como sua infância
Ter um amigo é ter o mundo
Como em uma bolinha-de-gude
Você o tem,tão delicado , de vidro
Todos que ama ali dentro
Te sorrindo
Mas você não sabe disso
Até que sua bolinha se perca
Se perca em meio a sua rotina
A sua maturidade
Se perca em seu íntimo
A amizade serve para isso
Te faz trazer aquelas crianças à tona
Te faz rir de tudo, te faz chorar
Te lembrar a inocência
Cheiro de bolo,brigadeiro
Pular corda, cheiro de chuva
A flor, aquela que guardamos
Aquela que representa nosso amor
Ela é a amizade, em pura essência
Todos a temos
É só olhar para si
E plantá-la no jardim mais bonito
O da VIDA"
Acredito que ninguém saiba
Até ter-se esvaído seu último vestígio
Amizade é sinônimo de saudade
Flor escarlate nas mãos de ingênuas crianças
É alegria pueril
Tão doce como sua infância
Ter um amigo é ter o mundo
Como em uma bolinha-de-gude
Você o tem,tão delicado , de vidro
Todos que ama ali dentro
Te sorrindo
Mas você não sabe disso
Até que sua bolinha se perca
Se perca em meio a sua rotina
A sua maturidade
Se perca em seu íntimo
A amizade serve para isso
Te faz trazer aquelas crianças à tona
Te faz rir de tudo, te faz chorar
Te lembrar a inocência
Cheiro de bolo,brigadeiro
Pular corda, cheiro de chuva
A flor, aquela que guardamos
Aquela que representa nosso amor
Ela é a amizade, em pura essência
Todos a temos
É só olhar para si
E plantá-la no jardim mais bonito
O da VIDA"
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