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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Derradeiro


Irei, assim como tu. E não será esse o sentido da corrente? Somos arrastados pelas águas da vida, sem saber o modo ou destino. Sentimos apenas os braços frios d'água, que nos amedrontam e acolhem periodicamente ou as labaredas flamejantes de uma esfera loura. Sem endereço ou direção, mas com o eterno deleite do momento, acompanhado de incontáveis e exuberantes tragos de uma bebida chamada dúvida. Mãe de todos os vícios, capaz de inebriar qualquer ser pensante, causando incerteza sobre o sentido que leva ao céu ou ao abismo. Meu maior prazer é nada saber desse destino meu, mas ter certeza de minha própria capacidade de duvidar. Sinto o calor da brasa e os braços gélidos. No entanto, nada me importa mais do que a brisa que me toca os cabelos ou a chuva que me acaricia o rosto. Eu irei, assim como tu. Rumo ao já desnudo fim.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O sorriso

 
Enquanto a cidade se mantém num caos cotidiano eu, que um dia serei adubo aos narcisos, fico sem ar frente o punhado de versos guturais. Sorrio diante minha própria ignorância humana. Não sei organizar minhas palavras para podê-las expressar senão no papel e, mesmo assim, não digo tudo. Sinto vontade de sentar à soleira da janela e o faço. Lá fora há transeuntes num passo frenético. Despontam expressões que apenas uma louca como eu poderia tentar compreender. De certa forma, todos sorriem para a vida. Afinal de contas, amanheceu. Ah, o sorriso. Ele tem mil formas e sentidos e, ainda assim, é apenas sorriso. Tem aqueles que nascem nos olhos e se demoram na face até morrer nos lábios. Outros que são amarelados ou polidos. Existem os que deduram a mentira ou o desejo. Alguns acompanham as lágrimas. Tem os que de tão sorriso viram gargalhada. E, por fim, aqueles que só existem para encantar, vivendo nos cantos de lábios. O que faz do sorriso algo tão especial é a maneira com que o indivíduo o usa. Após tal reflexão me pego sorrindo novamente. E se nós, humanos, tivéssemos a capacidade de sorrir como as crianças? Bem, nós temos o método. Mas nos falta a vontade. Como os seres mais inteligentes da Terra deveríamos procurar menos motivos e mais naturalidade. Quem sabe assim, com cada sorriso não podemos fazer feliz o dia de um outro alguém? Pois eu sei que se sorrio a um estranho na rua esse mesmo riso poderá voltar para mim através da disseminação. Não custa tentar. E, viu leitor, talvez você não me veja hoje, amanhã ou semana que vem...Mas saiba que estarei te sorrindo através de cada verso meio meu, meio teu. Você pode entregá-lo a um outro alguém? Obrigada.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Aliterário


Vê a ventania bater galhos na janela
Colhe as flores molhadas de pétalas gélidas
Para na praça pra ver a primavera
Percebe as pessoas posando de réplicas.
Conta quanta lua te resta no céu coxo da memória
Olha no olho do futuro, mas mantém o pé presente no agora
Cuidado com o que não te pertenceu, pra não sonhar de falsa história
Ouça o som reverberar no corpo e interagir com a aurora.
Sinta saudade do que já foi seu e siga as canções
Lê um lento literato de aliterações
Deixa de brigar com o que vem de dentro e me diz
Mas lembra: ainda sou aprendiz.
domingo, 13 de novembro de 2011

Teu sorriso te declara, teu segredo só te faz refém


Ah palhacinho! Sorri pro mundo de coração. Teu nariz rubro faz a alegria de crianças, de corpo e alma. Mas quando você chora, meu querido, o mundo fica cinza. Não por notarem tua tristeza, pois seus gracejos continuam intactos. Mas por uma lágrima solitária que lhe dança na face. Olha pra mim, palhacinho, mostre-me o segredo dos seus olhos escuros e ternos. Conta tua vida agridoce, cheia de sol e dia nublado. Descubra-te deste manto cruel de vida cotidiana e deixa o espírito correr livre, contagiante. E me faz feliz. Nasce, meu palhaço. Existe, meu Pierrot. Chora da dança maldita que todos ritmamos, mas depois lembra que seu sorriso salva os passos. Sente a dor momentânea, pois amanhã você lembrará do calor dos raios de sol na tua janela. E vai sorrir.
terça-feira, 25 de outubro de 2011

D'attente à la fenêtre

Espero.
Espero o dia em que as nuvens serão apreciadas como devem
Algodões que nos avisam um sol futuro
Aguardo o momento em que o sorriso ultrapassará palavras ríspidas
E a ironia será diferente de sarcasmo
Vou esperar o tempo em que me será fácil apreciar um abraço sincero
Uma flor, um espinho,
O calor do carinho...
Aguardo os versos soltos e entupidos de veracidade
Sem rodeios. Discurso direto. Sem preposição.
À moda gramatical.
Com o som de um simples sujeito: Eu.
Que grita e surra diariamente.
Me provoca de dentro, causando tremor
E me mantém viva.
Não. Não vou depender da ideia de ninguém
Não confio o bastante para meu eu virar nós
Que só serve pra enrolar, torcer e marcar.
Cuido de mim de maneira limpa
Não minto nas palavras ou na voz cancioneira
Aprendi que pra dor ou por ela não se mente
E quando o fazemos, prorrogamos
Não tem valia. Devemos concordar.
Mas então, já te contei que eu espero?
sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Poema das Onze e meia


"Vozes bailam em minha mente
Dançam a valsa do amanhecer
O bolero da tarde
E embalam um ninar junto à lua.
Quando o sorriso me brota
Ouço sons afinados de alegria
Se a lágrima cai
Sinto o burburinho do alento
E ao ouvir outras vozes, elas respondem:
- "Gosto tanto, tanto quanto, como quando..."
Calam as vozes.
Algumas vezes sinto que me faltam
Outras me deixam livre demais
Em outros momentos são abafadas
Pelo choro mudo, pelas cordas vocais
Pelo som da gargalhada.
Mas nem sempre as ouço
Porque, apesar dos pesares
Existem vozes que me gritam de fora:
-"Amo tanto, tanto quanto, sem ter quando..."
São vozes familiares aos ouvidos
Doces do coração
Amigas d'alma
Sim. Vozes bailam em minha mente
Dançam a valsa do amanhecer
O bolero da tarde
Embalam o sonhar das onze e meia
E eu durmo de embriaguez...
SO....NO....LEN...TA!"
quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Palavra vã, loucura sã.


Já escrevi tanto. As palavras estão se gastando. Os sinônimos faltam. Os olhares se derretem por hora. E eu sempre querendo meu sossego. Meu acalanto, o meu bem. Não vou revolucionar sua cabeça. Não quero mudar a tua concepção de vida. Só espero que minhas palavras não passem em branco por você. Na verdade, nem sei mesmo se espero isso. Cada um com seu cada um. E eu com a minha confusão de cada dia. Eu vou sentir o máximo possível e para sempre. Não importa o que você me diga. Eu sou assim. Bicho estranho. Mas, pensando bem, estranhos são vocês. Sim, vocês. Me dizem coisas lindas sobre a vida, mas não me olham nos olhos. Seguram minhas mãos no frio, no verão não me dirigem a palavra. E quando eu, que vocês chamam de amiga, tento dizer o que penso dessa hipocrisia barata, escuto milhares de pedras caindo sobre minha cabeça. Mas vocês deixaram de ser hipócritas ao se acomodarem? Por acaso preferiram deixar o papel social de lado para descobrir o próximo? Não. Pelo contrário, viraram bonecos tortos que se vendem sem qualquer argumento. Eu vou viver minha confusão, e você tente sair do marasmo sozinho. Ou então me deixe sentir a vida, sem sua ignorância rondando meu teto de vidro.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Vida e Morte

Disseram que ela dormia quando o temporal chegou. Um vagalhão pegou-a de surpresa, não teve tempo nem de gritar socorro. Ainda não acharam o corpo. Otávio, o marido, voltava para casa após um longo dia de trabalho. Ele era engenheiro e estava organizando a planta de um prédio no litoral de Santa Catarina. A casa em que vivia com sua mulher era alugada e ficava a alguns metros da praia.
Helena, sua esposa, gostava muito de passar as tardes no mar e dormir ao sol, deitada na areia molhada. Quando se arpoximava o anoitecer, voltava para a casa arrumadinha e singela, onde debruçava-se sob a soleira da janela, pintada de marrom claro, e ficava a esperar o marido. Via-o de longe e sorria para si. Já faziam 4 anos de casados e seus corações continuavam enamorados.
Nesta noite Otávio estava ansioso para chegar em casa. Ficou preso em um engarrafamento no centro da cidade. Sempre chegava em casa pelas 6 da noite, porém, com os problemas no serviço e o engarrafamento, chegaria às 8 . Mas sua animação não passara por culpa de meros atrapalhos. Havia preparado uma surpresa para Helena: iriam comprar a casinha onde moravam. Era tudo o que ela queria e ambos estariam mais tranquilos quanto a muitas coisas. No entanto, aquele dia reservava uma grande mudança na vida do nosso herói.
Otávio estava chegando em casa quando avistou o corpo de bombeiros na areia e algumas pessoas assustadas. Falavam alto e desordenadamente, logo ele avistou um grande morro, que deduzira serem escombros. Seu coração apertou e suas pernas bambearam. Não soube como chegou até o bombeiro mais próximo, mas perguntou, com um nó na garganta, o que acontecera.
-- Houve um temporal a quase duas horas. Foi bem violento, as ondas agitaram-se tanto que, junto com a violência da chuva, derrubaram uma casa. Uma moça de aproximadamente 26 anos foi vista sendo levada pela correnteza. Não conseguimos chegar a tempo de salvá-la e seu corpo perdeu-se no mar.
-- Mas vocês já sabem o nome de tal mulher, não é mesmo?! - disse Otávio, que já não conseguia segurar o choro doloroso. Ele sabia a resposta, mas segurava-se em um fio de esperança que lhe salvaria daquele pesadelo.
-- Bem, soubemos que ela morava na casa que foi destruída e que nesta tarde estava mal disposta, uma senhora, que assistiu ao acidente, disse que a conhecia bem e que conversaram pela manhã. Essa moça, que se chamava Helena, contou a esta senhora que não estava se sentindo bem e que iria tomar alguns remédios para dormir. Deitou-se na varanda e dormiu ao som da chuva. É bem provável que quando a casa ruiu ela tentou se salvar, mas a violência do temporal a calou.
Otávio jamais se esqueceria das palavras daquele bombeiro ou das pessoas que o vieram ajudar quando ele quase desmaiou pelo choque que levara. Nada mais fazia sentido. Ele caiu numa dor profunda e torturante. Não conseguia responder direito aos que lhe falavam. Não raciocinava. Só conseguia olhar para as ondas. que o faziam lembrar-se de cada momento feliz que vivera, mas agora não existiriam mais. Naquele momento ele estava sendo engolido vivo pelo buraco que acabava de se formar em seu coração, buraco chamado morte.
sexta-feira, 18 de março de 2011

Juventude perdida

Quando eu era pequena meu dia predileto era o sábado.Pelos desenhos animados de manhã, voltas de bicicleta a tarde e exaustão de noite. Naquele tempo as crianças adoravam brincar de casinha e inventar mundos perdidos e malucos. Antes ninguém chorava porque tinham levado seu iPhone ou gritava por não poder usar o computador no dia de natal. Na minha infância eu acreditava que os jovens de 17 e 18 anos eram responsáveis e extremamente inteligentes, eram um exemplo.Meu futuro.
Hoje penso no quão inocente eu era.Vejo todas minhas crenças serem derrubadas e meus meios de divertimento virarem coisa antiga.Atualmente é normal um adolescente escrever uma biografia ( sendo que só viveu 15 anos); filmes de qualidade serem trocados por "avatares"; livros serem deixados de lado para qualquer outra novidade "da hora"; consumismo virar rotina e algo tão natural quanto respirar.
Se me perguntarem o que quero do futuro, respondo em uma frase: quero meu passado de volta! Quero as crianças sonhando em ser super heróis e não vampiros; quero a televisão apenas para assuntos saudáveis e desenhos animados sem guerras ou armas;quero que continue existindo a igualdade entre os sexos, mas também o bom e velho respeito; quero a vontade de mudar e adquirir conhecimento; e quero, acima de tudo, que a sociedade volte a sentir o verdadeiro sabor da vida.
Mas é como já disse: eu era inocente.E, feliz ou infelizmente, isso faz com que eu ainda tenha esperanças de um mundo melhor e sinta necessidade de fazer a diferença, mesmo que ela seja ínfima.Por aquela garota.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Um romance improvável...


Anoitecia.O céu ganhava uma coloração rósea, linda e pura.Ele esperava o menor gesto,apenas um sinal bastava...Ela esperava a ficha cair.Já se passara um ano desde que se viram a primeira vez.Foi numa praia mansa...Com o mesmo anoitecer.Ele a viu e pensou consigo mesmo que era a pessoa mais linda que ele já vira.Ela não o percebeu de início...Só depois de ele entregar-lhe aquela flor...Ah, como é bela aquela florzinha, pensa ela, aquela que está guardada dentro de meu romance predileto. Naquela noite eles se apaixonaram.Foi necessário apenas um olhar e uma piada mal contada para que estivessem unidos para sempre.Combinaram de se ver no outro dia, ambos estavam de férias por ali.Foi a noite mais longa que existiu para os dois. Eram 8:00 da manhã e ela não estava lá..."Por que não estava lá?".Ele não sabia nada sobre aquela garota, só que possuía o sorriso mais belo e a gargalhada mais gostosa.E mesmo assim estava apaixonado..."Por quê?" Agora já fazia um ano que eles haviam se conhecido.As coisas não haviam mudado muito.Exceto pelo fato de que ambos se procuravam em meio a multidão e que ele recebera uma certa carta sem remetente, apenas dizendo"Serás para mim o único no mundo e eu serei para ti única no mundo".Ele ansiou ter tido coragem naquela manhã para procurá-la, não deixá-la partir sem um adeus.Sabia de quem vinham àqueles versos.
Mas tudo se resolveria naquele momento.Eles estavam a uma distância de 20 metros apenas.Seus corações estavam acelerados, acompanhando o som das ondas iguais as daquele tempo não muito distante.
Ela deu os primeiros passos, mas quando percebeu já estava abraçada aquele que procurou por um ano inteiro.Ele não tinha palavras e nem as achava necessárias naquele momento.
Ficaram assim pelo que pareceu uma eternidade, até que se soltaram, devagarinho...quase que sem querer.
---Por que você não veio naquele dia? - perguntou ele, cheio de esperanças de que tivesse acontecido uma tragédia, uma razão plausível ao seu sofrimento.
---Pois temi...
---Temeu o quê? A quem?
---Senti medo daquilo que todos procuram...Medo de sentir o que me fez tanta falta...
---Você sentiu medo de se apaixonar?
---Não...Senti medo de te amar...Mas agora sei que não tenho o que temer.Tentei me enganar por todo este tempo.Tentei não te procurar ou chorar todas as noites de saudade do que poderia existir.
---Você não precisa temer, minha querida.Só saiba que eu não deixarei nada te ferir jamais...Foi apenas uma noite, mas eu sei que foi o bastante para te amar por toda a vida.
E ela sabia disso...Agora sim, ela tinha certeza.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Vontade de um passado mais próximo


"Me dói ver um mundo tão duro
Palavras e gestos tão plásticos

Já não sei o que pensar de futuro
Quando o que levam em conta é apático


Hoje falar errado virou moda

E política já não interessa

A juventude não acorda

Pra que ver o belo, se só há a pressa?


Pessoas se matam por prazer

E estudos científicos não procuram cura

Não mais leva tempo para se conhecer

Música boa já não se atura


Um dia acreditei

Em algo próximo a igualdade

Hoje tento engolir tudo isso

Com a desculpa de realidade


Agora olho para o passado

E sei que iria gostar daquela juventude

Gostaria de ter participado
E ter feito mais do que pude"
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Chuva de verão

As vezes me pergunto para que realmente serve a chuva...Será apenas por fatores climáticos ou pura inspiração?!Prefiro pensar que chuva é bálsamo para corações feridos e sinônimo de beleza aos apaixonados.
As gotas quem caem dos céus têm para mim significado incomparável.Trazem-me àquelas palavras presas enquanto às observo ricocheteando em minha janela.Mas quando tocam meu rosto,mostram-me o quão viva estou.Ela pode cair mansinha,tocando tudo com delicadeza,fazendo com que as flores liberem seus mais doces perfumes.Mas também pode ser tempestade,levando tudo pela frente sem titubear, e essa é aquela que todos tememos.A chuva é a metáfora perfeita da vida.Ela jamais se dobra aos nossos caprichos, mas em compensação, sempre nos surpreende com o arco-íris.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Antagonismo da vida...


Qual a diferença entre reescrever uma história e criar uma nova?Acredito que não há estudos científicos ou análise em gráficos de estatísticas.Justamente por ser algo que se sente...Se distingue pelos momentos que serão ou não lembrados. Quando reescrevemos uma história estamos remoldando algo que já vivemos...Sempre haverá sorrisos alegres,lágrimas e uma desilusão, pois do contrário,não haveria uma releitura.Então tentamos reescrever a história,limpando as lágrimas,estampando os sorrisos novamente e fazendo do final doloroso apenas uma marca de várias batalhas. Mas quando criamos algo novo sempre é necessário saber que tudo será uma surpresa.Uma brincadeira...Um abraço mais protetor...Uma promessa que agora será cumprida.Não há afirmações de que ninguém sofrerá ou as lembranças daquela história que não deu certo simplesmente desapareçam,mas acreditem ou não,uma nova história é mil vezes mais empolgante e até mesmo mais gratificante.Não por ser seu príncipe encantado ou a sorte grande em realizações.Mas sim, pelo simples fato de estar se dando uma segunda chance. Estar levantando de um tombo e se preparando para viver mais uma aventura.Uma história reescrita tem mais chances de terminar de uma maneira mais dolorosa,pois houveram cicatrizes.Mas uma nova história é você que define o fim, pois os erros se farão presentes quase que naturalmente, e então um novo desastre emocional pode ser evitado.O fim de uma nova história pode ser simplesmente a eternidade.E isso, para mim, não tem preço.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

É preciso saber...


"O amor
nasce como fagulha
Como que um dia de verão
Nasce belo e sereno
É como sorriso de criança
Puro e cheio de promessas
Cresce pouco à pouco
Como que enfeitando o que chamará de lar
Se abre em coloridas flores
O amor precisa de alimento
Na maioria das vezes ele morre
De inanição ou descaso
Mas nada impede dizer
Um dia amor, sempre amor
Se quiser matá-lo
Deverá se esforçar
Pois o amor verdadeiro é uno
E por ser uma única chama
Não se deixa apagar facilmente
É por isso que dói tanto
E depois de cinzas
É mais uma marca
Mas acredite, ela é eterna
E nesse caso, a eternidade vale à pena"


Meu querer...

"Quero uma gargalhada gostosa
Uma frase sem sentido
Quero uma piada sem graça
Alguém que queria ter sido
Quero meu sorriso predileto
E o olhar mais bonito
Quero brigar com alguém
Quero brigar por alguém
Depois quero abraçá-lo
Para dizer que o amo e ficará tudo bem
Quero um turbilhão de informações
Àquelas que me deixam tonta
Quero não ter más impressões
Quero pagar a conta
Queria não ter que querer
Eu queria mesmo ser
Quero saber somente
Se lembrará de tudo como eu
Pelo menos enquanto viver"


domingo, 12 de dezembro de 2010

Uma dúvida necessária

"Será o amor um sentimento
Ou será mera fantasia
Será lua dos namorados
Ou somente poesia

Me diga então, se és capaz
É possível definir amor
Coisa tão mordaz
Mesmo quando belo como flor

Será culpa dos amantes
Fazer de tal coisa inestimável
Tal como diamantes
Um sonho, ao fim detestável

Pereço procurando palavras
Tentando decifrar este poema
Mas quando enfim a resposta encontrar
Nada mais valerá a pena"



sábado, 11 de dezembro de 2010

Os olhos

"Eles expressam mais que palavras
Encantam
Reprovam
Livram lágrimas

Eles acalentam
Sorriem
Abraçam
Aquecem o coração

Permitem compreender
Dizem "Eu te amo"
Demonstram ternura
Perdoam

Eles também mostram a dor
O íntimo do indivíduo
A maldade
O descaso

Os olhos mostram a alma
Cantam bela melodia
Existem em simples ser
Os olhos são poesia"